terça-feira, Novembro 26, 2013
sábado, Agosto 24, 2013

Gole de vc -

Um gole de vc

Faz tanto tempo que não tomo um gole de vc. Um gole de fechar os olhos, daqueles que só eu e vc conhecemos, que tira o fôlego, faz tudo novamente ter sentido, ou não. 

Faz tanto tempo que não tomo um gole de vc, que hoje eu já não sei como reagiria à ressaca que vc me traz ao amanhecer. Dia frio, insípido, salpicado de pensamentos e ilusões; ah as ilusões! Estas que carrego comigo desde aquele meu último trágico gole de vc. Não sei bem o porquê, mas existem dias em que minha garganta seca arranha querendo mais, muito mais daquela noite em que só a lua quase-nova e as estrelas foram testemunhas do nosso encantamento. Ah, e que encanto! 

Faz tanto tempo que não tomo um gole de vc que minh’alma suspira por cada beijo não dado, cada minuto perdido, cada conversa misteriosa e envolvente deixada para trás, por cada dose de vc desperdiçada. Talvez seja mais uma mera ilusão, egoísmo da minha parte, deve ser, mas não, não posso negar que isso aconteça. Corrói-me as entranhas.

Faz tanto tempo que não tomo um gole de vc que poderia dizer com precisão a data de meu último gole, inesquecível, mas que fatidicamente se esvaiu sem eu ao menos poder repetir a dose. Dose intensa, viciante, que eu aceitaria sem pensar duas vezes. Não, talvez eu pensasse algumas vezes sim, não por não querer, mas pelo infinito medo de me viciar outra vez em teu sabor.

J.

Algum dia, pelos fins de 2010.

(Fonte: thvnders)

Quando os olhares se cruzam -

Quando os olhares se cruzam, meu bem, é como se não somente os olhos, mas as nossas almas se cruzassem, trazendo à tona tudo o que de melhor há nelas. Tudo de melhor que me remete à ti, o que eu ainda gostaria de fazer (contigo).

Quando os olhares se cruzam, numa vertigem momentânea, me vejo em uma praia deserta, em uma linda noite de lua cheia. Sentamos na areia. Conversas, toques, sensações. 

Quando os olhares se cruzam, penetro em tua alma quente - que insiste em resistir - e já não obtenho teus sinais. Tentei acenar, não fui correspondida.

Só dos olhares cruzarem… 

J.

24/08/2013.

terça-feira, Agosto 20, 2013
O silêncio é um texto fácil de se ler errado.
sábado, Julho 6, 2013
quinta-feira, Maio 2, 2013

Asas de Ícaro -

Às vezes é assim. Bate uma vontade enorme de só escrever. Sabe, num impulso incessante de somente colocar pra fora, atirar, regurgitar, expulsar as palavras aqui presas e viajar…

Por vezes não consigo, admito. Estas (frequentes) ocasiões em que as incessantes palavras resolvem transfigurar, eu fico pensando como seria se eu as dissesse. Mas não aqui, porque aqui é o mesmo que não dizer, visto que não ouves, visto que não lês. Invisível.

Tudo que não acaba não tem fim, e não acabou. É sempre esse período de latência que agonia, por vezes até martiriza. Esse intervalo, que de praxe ocorre, sempre com o mesmo intervalo, diz muito sobre nós, sobre a (falta de) coragem que nos ronda, que nos faz sermos Galileu, e não Ícaro.

Eu quero ser Ícaro, eu quero ser Ícaro. 

Mas Ícaro sem asas não comporta. Simplesmente não existe.

Quando será que Ícaro voará novamente? Mesmo correndo o (certo) risco de cair, o sonho de voar enaltece. E quando a gente vê, voou mais de uma vez. E espera de novo pelo vôo, que mesmo rápido, tem o seu (grande) valor.

J.

02/05/2013.

quarta-feira, Abril 10, 2013 domingo, Março 3, 2013